Espacio que pretende resguardar voces, experiencias y conocimientos desde el rol
social del bibliotecario. Documentación de archivos orales sobre el patrimonio cultural
intangible conservado en la memoria de los libros vivientes. Entrevistas, semblanzas,
historias de vida. Reflexiones en torno a la bibliotecología indígena y comunitaria.

sábado, 23 de octubre de 2021

Coloquio Mussi 2021

Los días 3, 4 y 5 de noviembre participaré en el 5º Coloquio Científico Internacional organizado por la Red Franco-Brasileña de Investigadores en Mediaciones y Usos Sociales del Conocimiento y la Información (Red Musi). La propuesta de esta entidad ha sido denominada "La mediación del conocimiento en perspectiva: Memoria y construcción social de prácticas y dispositivos de infocomunicación".

Allí estaré compartiendo un trabajo sobre construcción de capital social e identidad cultural: experiencias de oralidad documentada en comunidades indígenas y bibliotecas humanas, con el objetivo de compartir reflexiones en torno a esta temática y el impacto de las experiencias de servicios bibliotecarios en el país.

El evento será en formato virtual por el actual contexto de pandemia.

Comparto programa https://remussi.org/coloquio-mussi-bh-2019/

El Coloquio será transmitido en plataforma zoom, para quienes deseen participar solo deben registrarse en este link: https://remussi.org/inscricao-coloquio/

Rede Franco-Brasileira de Pesquisadores em Mediações e Usos Sociais de Saberes e da Informação (Rede Mussi)

 5º Colóquio Científico Internacional

A mediação dos saberes em perspectiva: Memória e construção social das práticas e dos dispositivos info-comunicacionais

 

Programa General

03.11 | Quarta - Feira

9h

Mesa de abertura

9h30

Conferência

Memória e construção social da Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (Brapci)

Leilah Bufren

Universidade Federal do Paraná – Brasil

10h15

Debate

10h30

Intervalo

11h

Mesa-redonda 1

Epistemologias da mediação

Moderador

Gustavo Saldanha

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

Universidade Federal do Rio de Janeiro Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Brasil

Palestrantes

Maria Nélida González de Gómez

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

Universidade Federal do Rio de Janeiro – Brasil

Quando as telas se iluminam, quando as telas se apagam

Viviane Couzinet

Université Toulouse III – Paul Sabatier – França

Mediação documentária: quatro dimensões para um conceito composto

Ana Amélia Martins

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Brasil

Mediação contra a ilusão da transparência

Carlos Henrique Juvêncio

Universidade Federal Fluminense – Brasil

A participação brasileira no Sumário Universal do Conhecimento: a Documentação e suas práticas

13h

Debate

13h15

Intervalo

14h

Sessão de comunicações 1

Mediação e construção social de documentos

Moderador

Gustavo Saldanha

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Brasil

A mediação das Américas no Museu Auch: das memórias locais à inscrição internacional de um território

Christine Carrère-Saucède

Patrick Fraysse

Université Toulouse III – Paul Sabatier – França

O cinema documentário como agente histórico: entre a mediação e a construção de conhecimentos

Renato Lopes Pessanha

Icléia Thiesen

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO – Brasil

14h30

Debate

14h

Sessão de comunicações 2

Mediação e dispositivos info-comunicacionais

Moderadora:

Martha Cabral

Universidade Federal de Sergipe – Brasil

História de Herbário, história da Universidade: o Herbário da Universidade de Toulouse como documento

Nathalie Sejalon-Delmas

Viviane Couzinet

Université Toulouse III – Paul Sabatier – França

As bibliotecas escolares e o repositório Lattes Data: reflexões sobre informação alteritária, ética, mediação e dispositivos info-comunicacionais

Carla Maria Martellote Viola

Marco Schneider

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Universidade Federal Fluminense – Brasil

14h30

Debate

04.11 | Quinta - Feira

9h30

Mesa-redonda 2

Mediações de saberes em contexto de transformação social

Moderadora

Regina Marteleto

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

Universidade Federal do Rio de Janeiro – Brasil

Palestrantes

Daniel Canosa

El Orejiverde. Diario de los Pueblos Indígenas – Argentina

Construção de capital social e identidade cultural: experiências de oralidade documentada em comunidades indígenas e bibliotecas humanas

Maria Aparecida Moura

Universidade Federal de Minas Gerais – Brasil

Colonialidade algorítmica e epistemologia de dados: desafios à mediação social da informação

Madjid Ihadjadene

Université Paris 8 – Vincennes – Saint Denis –

França Inteligência artificial (IA) e Big Data: a mediação é uma farsa?

Henriette Ferreira Gomes

Universidade Federal da Bahia – Brasil

Mediação da informação frente à racionalidade neoliberal: fundamento voltado ao protagonismo social

11h30

Debate

11h45

Intervalo

13h

Sessão de comunicações 3

Mediação documentária e organização dos saberes

Moderadores

Viviane Ramond

Université de Toulouse 2 – Jean-Jaurès – França

Patrick Fraysse

Université Toulouse III – Paul Sabatier – França

Usos vernaculares e usos veiculares: o projeto documentário das instituições culturais na perspectiva da abertura de dados

Marie Després-Lonnet

Université Lumière Lyon 2 – France

Béatrice Micheau

Université de Lille – France

Arquivamento da Web: contribuições para a comunicação científica através das iniciativas de arquivamento e preservação de conteúdos em mídias sociais

Danilo Formenton

Luciana de Souza Gracioso

Universidade Federal de São Carlos – Brasil

Análise bibliométrica da produção científica da Rede Mussi

Cláudia Pecegueiro Silvana Vetter

Universidade Federal do Maranhão, UFM – Brasil

13h45

Debate

13h

Sessão de comunicações 4

Mediação documentária e cultura

Moderadora

Icléia Thiesen

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Brasil

Biblioteca e jardim: abordagem sensível de uma mediação

Sylvie Sognos

Isabelle Fabre

École nationale supérieure de formation de l’enseignement agricole (Ensfea)

Université de Toulouse 2 – Jean Jaurès – França

Mediação do documento musical: explorando os metadados

Bernard Jacquemin

Université de Lille – France

13h30

Debate

05.11 | Sexta - Feira

9h30

Mesa-redonda 3

Mediação documentária, memória e dispositivos info-comunicacionais

Moderadora:

Icleia Thiesen

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Brasil

Patrick Fraysse

Université Toulouse III Paul Sabatier – França

Museus, memoriais, histórias: diversificação dos locais de exibição do passado

Sékou Kamano

Université Julius-Nyerere de Kankan – Guiné

Produção do conhecimento na África: o caso dos professores-pesquisadores guineenses

Georgete Medleg Rodrigues

Universidade de Brasília – Brasil

Blogs e websites na construção, difusão e mediação da memória coletiva sobre a ditadura militar no Brasil (1964-1985)

11h

Debate

11h15

Intervalo

12h30

Sessão de comunicações 5

Mediação, espaço, leitura e patrimônio

Moderadora:

Gilda Olinto

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

Universidade Federal do Rio de Janeiro – Brasil

Uma análise das práticas de leitura através do desenho

Cécile Dupin de Saint Cyr – Heckel

Université Montpellier – France

Isabelle Fabre

École nationale supérieure de formation de l’enseignement agricole (Ensfea)

Université de Toulouse 2 – Jean Jaurès – França

Viviane Couzinet

Université Toulouse III Paul Sabatier – France

Mediações participativas para coleções patrimoniais em bibliotecas universitárias: primeiras análises de pesquisas documentárias envolvendo usuários

Nathalie Joubert

Université de Toulouse 2 Jean Jaurès – França

A leitura em contextos de isolamento social: a humanização pela literatura

Patrícia Vargas Alencar

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Brasil

Gustavo Saldanha

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Brasil

13h15

Debate

12h30

Sessão de comunicações 6

Mediação, cultura, memória e patrimônio

Moderadora:

Lídia Eugênia Cavalcante

Universidade Federal do Ceará – Brasil

Aprender outros conhecimentos no museu através da universalidade: em direção a uma mediação social?

Muriel Molinier

Université Toulouse III Paul Sabatier – France

Museus da resistência ao salazarismo: patrimonialização de uma memória portuguesa

Viviane Ramond

Université de Toulouse 2 Jean Jaurès – França

Emmanuelle Lambert

Université Toulouse III Paul Sabatier – France

Expor a dieta mediterrânea – o lugar da cultura material num projeto educativo de concepção de exposições

Julie Deramond

Nolwenn Pianezza

Université d’Avignon – França

13h15

Debate

13h30

Homenagem a Leila Beatriz Ribeiro

Sessão de encerramento.

miércoles, 22 de septiembre de 2021

Biblioteca oral de la Escuela Intercultural Bilingüe Nº 905, en Picada Guaraní, Misiones

En la Comunidad Guaraní de Tekoa Chafaríz, provincia de Misiones, se encuentra la Escuela Intercultural Bilingüe Nº 905, en donde asisten más de 180 alumnos cuyas edades rondan de 4 a 19 años. En el predio de la Institución se encuentran el Nivel Inicial, Nivel Primario y la Escuela Secundaria Rural Mediada por TIC Nº 8500. El 60% de los alumnos son de la Comunidad. El Director es el profesor Diego Carballo. Se encuentra en Picada Guaraní, donde conviven en la Colonia aproximadamente 500 habitantes, en su mayoría inmigrantes polacos, alemanes y criollos.

Del otro lado del arroyo Chafaríz está la aldea Chafaríz con 104 habitantes de la Comunidad Mbyá Guaraní. Los maestros y alumnos tienen que viajar muchos kilómetros todos los días a pie por la picada, atravesando el campo o cruzando el río según de qué lado vivan. La institución cuenta con un Proyecto Pedagógico Comunitario con orientación en oficios, que integra el arte, la música, la producción orgánica de miel, huerta y vivero, la educación ambiental, la cultura del trabajo, el intercambio cultural como aprendizaje diario. Algunas actividades de integración de las culturas se concretan a través de Encuentros de promoción de la lectura con las familias, Jornadas de intercambios de recetas y degustación de comidas, y de Juegos tradicionales de la comunidad Mbyá Guaraní

En este territorio tan particular, la Escuela llevó adelante desde el año 2013, un proyecto de audioteca, ni más ni menos que una biblioteca oral en lengua Mbya Guaraní, que contó con la coordinación general de la escritora, investigadora, tallerista y promotora de lectura Laura Roldán Devetach. 

Los registros del monte misionero fueron realizados con el coro de la aldea Tekoa Chafaríz, con el chamán Don Germán Méndez, el cacique Vicente Méndez, y el docente Auxiliar Bilingüe Marcos Méndez, quienes contaron con la colaboración de jóvenes de la comunidad y maestros guaraníes. Allí grabaron canciones de cuna, canciones tradicionales, danzas, recetas, juegos, relatos e historias de vida. Cabe señalar que este trabajo es elección de la comunidad, con la intención de investigar, recuperar y poner en valor su cultura y su identidad. El criterio de guarda documental se reduce a testimonios orales y audiovisuales resguardados en CD's y DVD's, con la posibilidad de ampliar un salón para la Biblioteca.

Generar este tipo de acervo, no hubiera sido posible sin la inquietud de la escritora Laura Roldán Devetach, hija de Gustavo Roldán y Laura Devetach, referentes de la literatura infanto juvenil, un trabajo que adquirió al paso del tiempo una notable dimensión socio-cultural, participando de proyectos en bibliotecas populares y escuelas del todo el país.

La experiencia Mbya en la EIB 905 tuvo por origen la música, en donde ya existía un interés de parte de la comunidad para organizar un coro que incluyera formación instrumental para niños. La escritora se presentó con algunos instrumentos y entre todos empezaron a compartir ideas para tornar visible la problemática de la cultura. Ese camino los llevó a publicar un libro que reunió palabras (tanto en guaraní, como en portugués y castellano) e imágenes, la historia oral de toda una aldea cuyo legado quedó integrado al acervo del colegio para que las nuevas generaciones puedan aprender de manera bilingüe.

El trabajo entre la escritora y la comunidad corresponde con un contexto educativo, la necesidad de contar con documentos propios, que de algún modo refuerza la noción de identidad que hace a la cultura del país, la conformación de sus matrices culturales que, en Misiones, especialmente, incluye tanto el componente originario como el de las colonias de inmigrantes que se instalaron progresivamente desde fines del siglo XIX.

Es esa EIB la que deja marcas en una comunidad, donde la educación pública tiene una respuesta al problema de la identidad nacional.

Fuentes consultadas:

Un tesoro de historias del monte misionero / Verónica Parodi

https://avionqueva.com/2020/12/16/canciones-de-cuna-danzas-y-relatos-de-una-biblioteca-oral/

Entrevista Laura Roldán / Babilonia Gestión Literaria

https://babilonialiteraria.com.ar/laura-rold-c3-a1n/

Sitio Facebook EIB Nº 905:

https://www.facebook.com/Escuela-EIB-N%C2%BA-905-El-Soberbio-Misiones-Argentina-272530502947251/

Versión para El Orejiverde

http://www.elorejiverde.com/buen-vivir/6189-biblioteca-oral-de-la-escuela-intercultural-bilinguee-n-905-en-picada-guarani-misiones


sábado, 28 de agosto de 2021

Sobre la necesidad de interpelar los cambios tecnológicos

En julio de 2019 compartí con Rafael Bardas unos correos sobre la noticia que daba cuenta del último local de Blockbuster abierto en el mundo, en Bend, Oregon, Estados Unidos. El hecho dejaba al descubierto el cambio de paradigma en el universo de la comunicación, de cómo se van modificando los desarrollos tecnológicos en nuestra cultura, y lo que eso implica en cuanto a la desaparición de artefactos, que irremediablemente pasan a ser piezas de museo. La lectura de videos en cintas VHS ya forman parte de una historia que incluso dejó de ser interpelada por el consumidor, no se trata de ubicar la reflexión en el plano de la nostalgia, sino tal vez por lo que significa la necesidad de adecuarse a los cambios.

Sin embargo, bastó que Netflix produjera un documental sobre esta última tienda para lograr un impacto inusitado tanto en Estados Unidos como en otros países, ubicando a la película entre las 10 más vistas en el servicio de streaming a nivel mundial.

Ya este local era popular por el simple hecho de ser el último sobreviviente, y eso solo invita a una reflexión, que no es ajena a otros contextos. Ha pasado con los libros vivientes que se van extinguiendo al paso de los años, últimos hablantes de una lengua en extinción, ha sucedido con músicos que fueron encontrados en bares perdidos en medio de pueblos ignotos y que luego pasaron a ser estrellas en el mundo del espectáculo, hubo casos con autos encontrados en galpones que resultaron modelos únicos de construcción, o incluso casas diseñadas por prestigiosos arquitectos que fueron nombradas patrimonio cultural, cuando estuvieron años abandonadas sin ser reconocidas por la sociedad, la lista es larga y abarca todos los campos disciplinares.

¿Qué es lo que hace que aquello que nos acostumbramos a despreciar a través de la indiferencia, nos termine impactando por descubrir, de la noche a la mañana, que su utilidad y sentido ya no forman parte de nuestro contexto?

Pareciera que la noticia lograra el efecto de sacarnos del letargo, esa sensación de estar anestesiados, desde el punto de vista de los sentidos, en el que simplemente nos damos cuenta que lo que corresponde tecnológicamente a un tiempo sociocultural determinado, no debe ser fosilizado en cuanto a la dimensión que tuvo el desarrollo en ese contexto, después de todo esa herramienta era lo que la sociedad necesitó consumir en su tiempo concreto. Aquí también la vuelta de página que terminamos dando, no dejará de ser otro acto rutinario, sin necesidad alguna de plantear una reflexión por todo aquello que nos precedió.

Rafael me respondió lo siguiente:

Y…¡así es, Daniel…!

El tiempo nos pasa por encima, casi sin que nos demos cuenta. 

Los años parecen meses y los meses, semanas o quizás, días. 

El otro día, hablando de una película que quería ver, me dijeron “pedila en la biblioteca”. Fuí y ¡vaya sorpresa! Con mucho respeto, pero con la risa en la mirada, el bibliotecario me dijo, “Señor, hace mucho que no trabajamos más con VHS ni DVD, la encontrará casi seguro en Netflix”. Y me sentí tentado de responderle, “¿y eso qué es?”.

Me sentí desorientado, como suspendido en el espacio y empecé a dar vuelta por la biblioteca mirando - sin ver- las estanterías repletas de libros.

Hace un par de noches, volvía del trabajo, en taxi, conversando con el conductor que parecía de buen nivel cultural y cuando le dije que yo no tenia televisor, el buen hombre no salía de su asombro. "¿Cómo puede vivir sin televisor?" me dijo. Intenté darle un montón de argumentos, pero creo que, al final, no me creyó.

Acá en Nueva York es posible que aun haya algún bolichito pequeño que venda DVDs. Pero no, que los alquile. Este laptop, en el que estoy escribiéndote, es un Macbook Pro Retina del 2013 y ya me vino sin dispositivo para DVDs. Tuve que comprar un accesorio extra.

Yo me sentía muy orgulloso por haber coleccionado muchas buenas películas en VHS. En el 2012 todo eso lo perdí con una inundación, pero además, si los tuviera no tendría cómo verlos.

Mi colección de la mejor música, en parte heredada de mi padre, en discos de 78 rpm., todos importados, ya ni sé a dónde habrá ido a parar. Los Long Play en vinilo, lo mismo, he tenido que amigarme con iTunes y Youtube. Conservo unos pocos CDs que pude comprar, entre los pocos.

En fin, que el mundo avanza a velocidades increíbles y cuesta mucho seguirlo. Creo que en ningún orden de cosas es posible, hoy, estar al día.

Abrazo, Rafa.

Fuentes consultadas:

El último Blockbuster que queda en el mundo resiste ante el ‘streaming’

https://retina.elpais.com/retina/2019/03/27/tendencias/1553684395_901201.html

‘The Last Blockbuster’ documentary, about Bend video store, is coming to Netflix in ‘an ironic twist of fate’

https://www.oregonlive.com/entertainment/2021/03/the-last-blockbuster-documentary-about-bend-video-store-is-coming-to-netflix-in-an-ironic-twist-of-fate.html

Nota: la imagen corresponde al sitio Pixabay.

miércoles, 18 de agosto de 2021

El legado de Constantino Füpeatücü

En el horizonte del concepto Biblioteca Indígena siempre aparece como ejemplo la Biblioteca Museo Maguta del pueblo Ticuna de Brasil, lo que pocos saben es que detrás del concepto se esconde un nombre propio que llevó hasta límites insospechados el entendimiento de la identidad cultural indígena.

El patrimonio cultural de una comunidad, que muchas veces bajo la imagen de la museología, parece diseñado para ser apreciado “desde afuera”, guarda un conocimiento endógeno que tiene vinculación con la memoria, la lengua y las expresiones artísticas de una cultura oral determinada.

Lo que en ocasiones queda lejos de esta forma de comprensión, es el desarrollo comunitario que implica asociar un artefacto con una utilidad social, un documento con una verdad, un puente desde donde discutir diferentes realidades para poder interpretar el complejo alcance de la identidad nacional de un pueblo o nación.

En Brasil, la población indígena cuenta aproximadamente con 896.900 persona (0.4% de la población total del país), distribuidas entre 305 grupos étnicos, el 36, 2% vive en áreas urbanas y el 63, 8%, en áreas rurales. Las tierras con comunidades habitadas representan el 12,5% del territorio brasileño (alrededor de 106,7 millones de hectáreas), donde viven 517,4 mil indígenas (el 57,7% del total).

El Gobierno ha reconocido 690 territorios para sus habitantes indígenas, que abarcan aproximadamente el 13% de la superficie del país. En seis de estas tierras, habitan más de diez mil indígenas; en 107, viven entre mil y diez mil indígenas, en 291, entre cien y mil y, en 83, viven cien como máximo.

Hace unos 20 años, el profesor José Bessa Freire registraba una población de 350.000 indígenas que hablaban cerca de 180 lenguas diferentes, ninguna de ellas superaba los 35.000 hablantes, solo 5 de esas lenguas poseían más de 5000 hablantes y aproximadamente 50 lenguas tienen menos de cien hablantes, el idioma portugués circula en las comunidades como lengua de asuntos oficiales y formales, mientras que las lenguas indígenas son consideradas como “jergas, dialectos ágrafos, sin gramática y sin utilidad comunicativa por fuera de la comunidad”, un radio de acción que cada vez se restringue más al paso del tiempo.

En 2010, el Censo del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE), contabilizó por primera vez 274 lenguas indígenas, a partir de la auto-declaración de los hablantes. Sin embargo, los lingüistas calculan que el número oscila entre 160 y 180, considerando que muchas pueden ser variedades de una misma lengua.

El Museo Maguta, instalado en Benjamin Constant, municipio ubicado dentro del estado de Amazonas, es una casa de arquitectura sencilla, con galerías circundantes, cinco salas de exposiciones, una pequeña biblioteca, rodeada de un jardín. En el interior, las colecciones formadas, en gran parte, con las obras de artistas ticuna: máscaras rituales, pintura sobre paneles decorativos de corteza, esculturas de madera y cocotero, collares, cestas, hamacas y bolsos, así como artefactos, hoy ya en desuso, que fueron reconstruidos a partir de fotografías antiguas pertenecientes a museos etnográficos.

Constantino Ramos López Füpeatücü fue responsable de la biblioteca especializada que nacería antes del Museo, a finales de los años 80, a partir del Centro de Documentación e Investigación del Alto Solimões Maguta. Por aquellos años, donde la violencia hacia los indígenas estaba atravesando etapas críticas, en especial en el área urbana de Benjamin Constant, ciudad multicultural emplazada en medio de la selva y en la triple frontera, la creación de un museo en ese momento podría verse como una afrenta. Constantino, sin embargo, mientras trabajaba en la biblioteca, preparó el acervo que se presentaría en el Museo Maguta y que de acuerdo con Bessa Freire (2012), llegaría a ser formado por un aproximado a “500 piezas, todas registradas, organizadas, documentadas y debidamente fichadas por este hombre, que fue capacitado para ejercer la custodia del acervo y para su dinamización”.

Este guardián de la cultura originaria participó en el equipo que preparó y montó la primera exposición del Museo, abierta al público en 1991. Se convirtió, en la práctica, en el primer indio museólogo, completando su formación en visitas a museos etnográficos en todo Brasil y en diversos países de Europa: Países Bajos, Francia, Noruega, Italia, Austria.

Los Ticuna se autodenominan como Magüta, que quiere decir “pueblo que pesca con vara", lo que remite la historia de su mito de creación. Su lugar de origen es el Igarapé Eware, en Brasil. Allí los héroes míticos Yoi e Ipi pescaron al pueblo Ticuna ya los demás pueblos existentes.

Teniendo en cuenta que el museo Maguta ha sido considerado un museo tribal que representó el fortalecimiento de la identidad y que a su vez habilitó la posibilidad de reclamar el territorio históricamente ligado al pueblo Ticuna, Constantino seguramente ocupa un lugar en esa memoria y en esa lucha, donde supo que los reclamos de identidad cultural se alcanzan desde la propia cultura, con elementos genuinos del contexto educativo.

Gracias a Constantino, los Ticuna tuvieron un patrimonio para compartir y un motivo por el cual resistir desde el propio recorrido de la historia.

Referencias:

Constantino, museólogo Tikuna na canoa das almas

http://www.taquiprati.com.br/cronica/1007-constantino-museologo-tikuna-na-canoa-das-almas

Las Lenguas Indígenas, Brasil y la UNESCO en 2019 / Jose Bessa Freire

https://cerlalc.org/las-lenguas-indigenas-brasil-y-la-unesco-en-2019/

IWGIA

https://www.iwgia.org/es/brasil/3737-mi-2020-brasil.html

Museo Magüta y su relación informativa con una ciudad amazónica / Soraia Pereira Magalhaes, Zuriñe Piña Landaburu

https://seminariohispano-brasileiro.org.es/ocs/index.php/viishb/viishbucm/paper/viewFile/352/22

Versión para El Orejiverde:

http://www.elorejiverde.com/el-don-de-la-palabra/6149-el-legado-de-constantino-fuepeatuecue


domingo, 1 de agosto de 2021

La necesaria ceremonia de la Pachamama

Si analizamos el contexto de pandemia que estamos atravesando como sociedad, no podemos dejar de observar la necesidad de un equilibrio en este desbalanceado mundo en el que intentamos un sentido de coexistencia.

En dicho territorio, donde todo es arborescencia, multiplicidad, heterogeneidad, se encuentran una serie de conceptos que alguna vez fueron pronunciados por Carlos Martínez Sarasola, al estudiar a los paisanos desde los recónditos de la historia. El gran antropólogo mencionó concepciones básicas, cultivadas durante siglos por los pueblos originarios: equilibrio, reciprocidad, circularidad, entendimiento, representatividad, totalidad, sacralidad, completitud, identidad.

No basta con el acto comunitario que consiste en dar un alimento a la Pacha, es preciso un cambio de conciencia, que muchas comunidades ya vienen trabajando desde hace tiempo.

Es necesario hacer una lectura de todo esto que está ocurriendo, donde queda en evidencia la noción de lo que significa convivir con un contexto absolutamente desfavorable, pero que requiere de numerosos entendimientos que permitan equilibrar el plano social en el cual estamos insertos.

La sabiduría ancestral de los pueblos originarios aún sigue presente entre nosotros, a pesar de la invisibilidad, indiferencia y olvido con que históricamente fueron desplazados del imaginario social de lo que representa la identidad nacional, queda en nosotros darnos cuenta, porque en esta desventura que el aislamiento provocó, necesitamos más que nunca, que esos silencios sean convocados, que podamos escuchar lo que siempre supieron, que nos sirva de algo lo mucho que perdimos.

Fuente:

El lenguaje de los dioses, arte, chamanismo y cosmovisión indígena / Ana María Llamazares y Carlos Martínez Sarasola. Buenos Aires: Biblos, 2004.

Nota: la imagen pertenece al sitio Web Pixabay.